Hélvio Queiroz: do mundo corporativo à construção de uma carreira no poker

Com formação em administração e especialização em finanças, Hélvio Queiroz tinha uma carreira executiva antes de trocar uma trajetória que era mais previsível pelo poker, que foi construída aos poucos. Neste episódio do Cardmates Showdown, ele conta sobre essa transição de carreira e de interesse para se tornar um trabalho, e deixando a mensagem clara que: não existe atalho para construir uma carreira no poker.

Antes do poker, uma carreira no mundo corporativo

Hélvio Queiroz tinha uma vida bem diferente da que leva hoje, com formação em administração ele construiu uma carreira no mundo corporativo enquanto o poker ainda ocupava outro espaço na sua rotina.

Aos poucos, o jogo deixou de ser apenas um hobby. Entre estudos, resultados e uma dedicação cada vez maior às mesas, Hélvio começou a enxergar no poker uma possibilidade real de carreira. A decisão de mudar de vida não veio de uma hora para outra: foi resultado de um processo em que o jogo passou, gradualmente, a ocupar mais espaço até que ele decidiu apostar de vez nesse novo caminho.

Quando uma brincadeira virou comunidade

O Poker Resistência nasceu quase por acaso. Na época, Hélvio já fazia lives, e a expressão surgiu como uma brincadeira com a própria forma de jogar, já que costumava ficar short stack, esperando o momento certo para sobreviver até o ITM, e o chat começou a acompanhar tudo com o grito de “Poker Resistência”.

Com o tempo, aquilo que era apenas uma resenha durante as transmissões virou uma marca, uma comunidade no WhatsApp, torneios presenciais e uma mentoria criada ao lado de outros jogadores. O interessante é que o projeto tem como grande parte do público formada por jogadores recreativos, empresários e pessoas que querem entender melhor o jogo e com mais qualidade.

O estudo não termina quando os resultados chegam

Depois de conquistar um título no BSOP, os resultados começaram a aparecer em sequência. Em seis meses, ele acumulou 11 troféus e conta que ainda segue estudando várias vezes por semana e também ensinando para outras pessoas, buscando conhecimento de formas diferentes constantemente. Ele sabe que todas essas vitórias são consequências de um processo.


O glamour do poker também engana

Muita gente tem uma imagem diferente da vida de um jogador de poker profissional, o glamour que existe é perigoso, pois é mostrado grandes prêmios, mas não o caminho percorrido.

Outro ponto forte da conversa é quando o assunto chega à imagem que muita gente tem da vida de um jogador profissional. As redes sociais acabam impactando isso, já que mostram os grandes prêmios mas não o caminho. E é onde acontece o erro, de tentar acompanhar um padrão que não se encaixa na sua realidade e que pode acabar custando caro.

Subir de limite não precisa ser uma corrida

Complementando o assunto de cima é a evolução de jogadores que começam nos limites mais baixos. A gente sabe que existe a vontade de crescer, ainda mais quando se vê outros jogadores disputando torneios cada vez maiores. Mas Hélio defende justamente o contrário: subir gradualmente.

Se um jogador tem bons resultados em determinado buy-in, não existe motivo para abandonar por conta de outro torneio mais caro. Antes de pensar em acelerar, é preciso entender o próprio jogo e se sua banca aguenta limites maiores.

Aprender a jogar também é aprender a não se aventurar

Hélvio também conta sobre jogadores que passam anos jogando sem perceber exatamente onde estão perdendo dinheiro. Às vezes ele pode estar em um ambiente maior que seu nível, ou tá tomando decisões sem entender direito o contexto.

Por isso, ele defende que o ensino precisa partir do ponto em que cada jogador realmente está. Antes de ficar só termos técnicos, é preciso entender as dificuldades e ajudar a enxergar os próprios erros.

Por trás do resultado, existe uma rede de apoio

Em meio às conversas sobre estudo e técnica, o episódio também ganha um tom mais pessoal. Hélvio abre o jogo mais íntimo e fala da importância das pessoas que estão ao seu redor: família, amigos, parceiros de trabalho e seu mentor. Ter esse tipo de apoio faz diferença, para relembrar que um período ruim não define toda uma trajetória.

Construir, errar e continuar

No fim, a trajetória de Hélvio e os temas do episódio acabam voltando sempre ao mesmo lugar. Ele continua falando da importância de entender onde está antes de dar o próximo passo. Construir uma trajetória exige tempo, estudo e capacidade de entender seus limites. Assim, você conseguirá mantê-la a longo prazo.

Por que vale pena dar um play?

Hélvio Queiroz compartilha como criar uma trajetória no poker e que vai muito além de grandes resultados, o episódio mostra que crescer, também significa respeitar o próprio momento.

Siga Hélvio no Instagram: @helvioaqn

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Comentários 1

Ele fez um vídeo no YouTube explicando que tem outras fontes de renda além do poker 

Um vídeo curto sobre o tema

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